Corolla brasileiro será exportado para os EUA

Conhecidos pela perseverança com que seguem a doutrina kaizen, que prega a melhoria contínua do produto, os executivos da Toyota conseguiram, no Brasil, superar índices de qualidade de países desenvolvidos. O índice de defeito do Corolla feito no interior de São Paulo é de 0,3%, enquanto no Canadá é de 0,7% e nos Estados Unidos, de 1,7%. A marca brasileira só perde para o Japão, Turquia e Tailândia, onde o porcentual é quase zero. O desempenho pode garantir à unidade brasileira um contrato de exportação do Corolla a partir do ano que vem para os EUA, onde a Toyota não dá conta da demanda. Além da produção local, o mercado americano importa o modelo das filiais do Canadá e Japão. O Brasil pode ser o novo fornecedor. "Temos qualidade e preço para entrar nos EUA", afirma o presidente da empresa no Brasil, Hiroyuki Okabe. "Faltam apenas ajustes para cumprir os limites de emissão de poluentes e itens de segurança". A seleção rigorosa dos fornecedores de peças é essencial para a garantia da qualidade. O trabalho em parceria também. "Quando há um problema, buscamos a solução conjuntamente." A qualidade que atrai o comprador estrangeiro também garante a preferência do Corolla no mercado brasileiro. O modelo é líder no segmento de sedãs médios. Vendeu, de janeiro a novembro, 32.389 unidades, um crescimento de 118% em relação a 2002. No início do ano, enquanto as vendas de vários carros despencavam, havia fila de espera para o modelo, até que a montadora implantou um segundo turno de trabalho. Embora não divulgue índices comparativos, o diretor comercial da Honda, Kazuo Nozawa, afirma que o grau de qualidade do Civic brasileiro é similar ao da matriz no Japão. A montadora é a única no País que testa 100% dos veículos que saem da linha de montagem em uma pista construída no terreno da fábrica. O aumento da produção pode levar a empresa a rever a medida. Em 2003, a Honda produziu 32 mil veículos.

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2004 | 11h06

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