Coronel da PM-SP viaja sem utilitário e critica imprensa

O comandante da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP), coronel Álvaro Batista Camilo, que comprou um utilitário esportivo Captiva de R$ 92,9 mil para usar no trabalho, criticou hoje a imprensa, durante audiência com oficiais, em Sorocaba.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

29 Abril 2011 | 17h31

Ele pediu aos comandados que mostrassem o lado bom da polícia. "Não precisamos falar das coisas ruins, pois disso a imprensa cuida". E acrescentou que a polícia atua o tempo todo, mas só aparece o lado ruim. "As vidas que são salvas não aparecem". Além do Captiva, Camilo adquiriu 61 Vectras para serem usados pelos coronéis da corporação.

Apesar de autorizado pelo governo a usar o esportivo de luxo, o coronel deixou o Captiva em São Paulo e viajou para Sorocaba de Vectra, mas defendeu o uso do veículo. "É um carro operacional, vou para todo lugar do Estado, gosto de estar presente com a tropa e precisava de um veículo que pudesse atender".

Ele disse que o carro antigo estava "aquém da necessidade" e que o caso do Captiva já está solucionado. "É um carro utilitário e é permitido. Como comandante, tenho 16 mil viaturas para cuidar, 23 helicópteros, 100 mil homens, e o que importa é o resultado disso, a queda na taxa dos homicídios".

Na entrevista, ele negou que tivesse criticado a imprensa durante a fala aos oficiais. "Falei que as coisas que chamam a atenção são aquelas que agridem mais, mas trabalhamos muito bem com a imprensa". Camilo pediu aos jornalistas para ajudarem a divulgar o trabalho bom da polícia. O comandante anunciou que, em agosto, a PM começa a registrar ocorrências para liberar os policiais civis para o trabalho de investigação. Também garantiu que até o final do ano o que falta de efetivo na PM de São Paulo será completado.

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