Corpo de Cabo morto na Maré é velado em Vinhedo (SP)

O corpo do Cabo Michel Augusto Mikami, de 21 anos, está sendo velado no Cemitério Municipal de Vinhedo, no interior de São Paulo. Mikami integrava a Força de Pacificação que atua no complexo de Favelas da Maré, no Rio, e foi morto com um tiro na cabeça na tarde de sexta-feira. Ele é o primeiro militar morto na ocupação, que começou em abril. O enterro está previsto para a manhã deste domingo (30), e terá honras militares.

ANTONIO PITA, Estadão Conteúdo

29 Novembro 2014 | 19h41

O corpo de Mikami foi transferido no final desta manhã do Rio em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O cabo ingressou no Exército em 2012 e também atuou na missão de paz e estabilização da ONU no Haiti, entre novembro de 2013 e maio deste ano. Ele era lotado no Batalhão de Campinas, no interior de São Paulo.

O comando da Força de Pacificação informou nesta sábado (29) que abriu um inquérito policial Militar (IPM) para investigar a morte do cabo. Segundo o comunicado, as "investigações iniciais" indicam que o autor do disparo integrava uma quadrilha de traficantes da região. O Exército também informou que "está realizando ações específicas para prender todos os envolvidos na morte".

Mikami foi baleado durante uma patrulha de rotina na comunidade de Vila dos Pinheiros, uma das 16 que formam o Complexo da Maré. O cabo chegou a ser levado ao Hospital Central do Exército, mas não resistiu. Seu corpo chegou por volta das 16 horas em Vinhedo, onde ele residia. Colegas de farda acompanham o velório.

Em nota, a Força de Pacificação informou também que "assegura que as organizações criminosas estão perdendo gradativa e continuamente a liberdade de ação na compra e venda de armas e drogas". O comando informou ainda que trabalha para promover um "ambiente seguro e estável à população".

Pela manhã, a presidente Dilma Rousseff postou uma mensagem de pêsames no Twitter. "Quero expressar minha dor e minha solidariedade à família e aos amigos de Michel", disse a presidente.

O governador Luiz Fernando Pezão também emitiu nota de pesar e informou que irá pleitear junto à presidente e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, a prorrogação da ocupação do Exército na Maré. A previsão, após um primeiro adiamento, em julho, era que a Força de Pacificação deixasse o complexo no final de dezembro.

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