Corpo de estudante não tem data para deixar Portugal

O corpo da estudante Thaís Caroline Gonçalves, de 22 anos, morta em Portugal no último domingo, ainda não tem data para chegar ao Brasil. A família quer a realização de uma autópsia para esclarecer a causa da morte de jovem, procedimento que pode ser realizado antes do traslado do corpo, segundo uma prima de Thaís, Maria Aparecida Gonçalves Pereira.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

15 de novembro de 2011 | 19h38

Hoje a mãe da estudante, Maria Vitória Gonçalves, desembarcou em Portugal, onde foi recebida por uma psicóloga e um professor da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), onde Thaís estudava, além de um representante do Itamaraty e um amigo da família que vive naquele País.

Thaís era natural de Ouro Fino, no sul de Minas, e cursava Relações Internacionais em Franca (SP). Há seis meses, foi para Portugal fazer um intercâmbio e tinha a volta para o Brasil marcada para o último domingo. "Ela havia gostado tanto que pensou em prorrogar por mais seis meses e concluir o curso lá, mas a mãe não quis. Depois, ela desistiu e pediu para marcar a passagem para domingo. Já estava em contagem regressiva, com malas prontas", contou a prima da jovem.

No dia anterior à viagem, porém, Thaís começou a passar mal e foi levada para um hospital de Braga, no norte do País. Segundo Maria Aparecida, a família foi avisada sobre a internação ainda no sábado e Maria Vitória, preocupada, já marcou passagem para ontem para se encontrar com a filha, sem saber da gravidade da situação. "Quando ligaram, disseram que ela estavam bem, conversando. Maria Vitória achou que ia encontrar a Thaís já fora do hospital. No dia seguinte, ligaram de novo dizendo que ela havia morrido. Queremos saber o que aconteceu", disse.

Oficialmente, Thaís foi vítima de uma parada cardiorrespiratória, mas, de acordo com Maria Aparecida, a jovem nunca teve nenhuma doença grave e não reclamou de nenhum mal estar no período em que esteve fora. "Ela estava muito feliz. Estava se preparando para tentar trabalhar no Itamaraty e dizia que ia ajudar a família inteira", lembrou. De acordo com Maria Aparecida, os parentes estão todos arrasados, sem saber nem quando poderão enterrar o corpo da jovem.

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