Corpo de Gilberto Velho será cremado hoje no Rio

Antropólogo morreu no sábado, aos 66 anos

O Estado de S.Paulo

16 Abril 2012 | 03h04

Foi velado ontem no Cemitério São João Batista, no Rio, o corpo do antropólogo Gilberto Velho, morto no último sábado, aos 66 anos. O acadêmico foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) enquanto dormia em seu apartamento, em Ipanema. Pioneiro na pesquisa de questões urbanas na antropologia que inspiraram uma série de estudos nessa área, Velho atuou no programa de pós-graduação do Museu Nacional até a sua morte. O corpo será cremado hoje.

A presidente Dilma Rousseff divulgou nota. "A triste perda do antropólogo Gilberto Velho deixa uma lacuna no trabalho coletivo de se pensar o nosso país. Suas pesquisas enriqueceram as ciências sociais e deram contribuição fundamental para o entendimento do Brasil contemporâneo", diz a nota.

"Ele era uma referência na área de antropologia social e figura de destaque no Museu Nacional", disse o ex-diretor do Museu Sérgio de Azevedo.

O antropólogo Roberto DaMatta disse que ele introduziu novas maneiras de se analisar a cidade. "Antes da obra do Gilberto, falava-se pouco em estudar a cidade de um ponto de vista qualitativo, em que se destacassem as características da vida urbana como o anonimato e a impessoalidade, que nos levam a questões de democracia, escolha, individualismo e papel do cidadão", disse.

O antropólogo escreveu e organizou 16 livros, publicou mais de 160 artigos e foi o diretor de importantes coleções na área: a Biblioteca de Ciências Sociais, na antiga Zahar Editores, e a coleção Antropologia Social, na Jorge Zahar Editor.

Velho era professor decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências.

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