Corpo de procuradora desaparecida é encontrado no ES

Causa da morte não ainda foi divulgada; amiga assumiu autoria do crime, mas para polícia há mais envolvidos

Alexandre Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2008 | 20h08

A polícia técnica do Espírito Santo ainda trabalha para esclarecer o assassinato de Karyna Rondelli, de 32 anos, procuradora da prefeitura de Santa Teresa, a 78 quilômetros de Vitória. O corpo dela foi encontrado na sexta-feira, 25, num matagal de difícil acesso na divisa com o município de São Roque do Canaã. Ela havia desaparecido no último dia 18.   O cadáver não tem ferimentos de arma de fogo ou perfurações. A divulgação do laudo que apontaria as causas da morte foi adiada nesta segunda-feira, 28, porque a polícia ainda busca mais elementos para reconstituir as circunstâncias do crime.   "Provavelmente ela morreu por asfixia. Foi encontrado no corpo um lenço amarrado na altura das vias respiratórias. Vamos realizar exames para diagnosticar a presença de substâncias químicas no lenço", disse o secretário de Segurança do Espírito Santo, Rodney Miranda.   Uma amiga de Karyna, que foi a última a vê-la, foi presa e confessou ter matado a procuradora. A esteticista Atma Erler, de 42 anos, disse ter cometido o crime sozinha, mas a polícia desconfia que ela possa estar protegendo alguém, já que seus depoimentos apresentam versões contraditórias.   Segundo os exames preliminares do Departamento Médico Legal, as roupas íntimas de Karyna estavam rasgadas, o que poderia indicar violência sexual. No entanto, os peritos alertam que será difícil detectar a presença de sêmen devido ao estágio avançado de decomposição do cadáver. A polícia ainda investiga o namorado de Karyna, Erick, que teve o carro periciado.

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