Corpo do ator Walmor Chagas é cremado no interior de São Paulo

Foi cremado no fim da tarde de ontem o corpo do ator Walmor Chagas, que morreu na sexta, aos 82 anos. Em cerimônia reservada à família, apenas 17 pessoas acompanharam o velório que aconteceu em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

GERSON MONTEIRO , ESPECIAL PARA O ESTADO , SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2013 | 02h03

Maria Clara Becker, filha de Walmor, saiu do funeral sem falar com a imprensa. Uma das poucas declarações foi feita pela irmã do ator, Jussara Chagas. "Ele foi muito importante para a cultura do país", disse ao sair da capela onde foi feita a cremação.

A atriz Lucélia Santos foi a única representante da classe artística a prestar as últimas homenagens ao ator. "O Brasil ficou muito mais pobre, ele era um ator perfeito", disse.

O deputado José Genoino errou o caminho e chegou ao cemitério depois da cerimônia de cremação. "Somos amigos há 40 anos, estive com ele no mês passado no sítio", afirmou.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, enviou ontem uma nota de pesar. "Uma vida dedicada aos palcos, desde o TBC, tornou Walmor Chagas um dos grandes do teatro brasileiro. Seu trabalho desbravador, que estendeu-se à TV e ao cinema, fez de Walmor um ídolo de gerações. O Brasil chora sua perda e lembrará para sempre suas obras que marcaram um dos mais importantes períodos de nossa arte."

De acordo com o caseiro José Arteiro de Almeida, que trabalhou com Walmor nos últimos 30 anos, o ator fez muitos amigos em Guaratinguetá, onde viveu seus últimos 20 anos, mas eles foram impedidos de acompanhar o velório a pedido da família - dois seguranças fizeram o controle do acesso.

A urna com as cinzas de Walmor deverão ser entregues à família na terça-feira e serão jogadas na Serra da Mantiqueira, atendendo a um pedido do ator.

A Polícia Civil de Guaratinguetá investiga a causa da morte. A hipótese de suicídio é a principal linha de investigação, já que o ator foi encontrado sentado com uma arma calibre 38 no colo.

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