Corpo encontrado no Rio pode ser de ex-líder de favela

A polícia vai pedir exame de DNA em um corpo mutilado e carbonizado encontrado em Campo Grande, zona Oeste do Rio, na tentativa de identificar o ex-líder comunitário da favela Kelson''''s, Jorge Siqueira da Silva Neto, desaparecido desde sexta-feira. Em visita ao Instituto Médico Legal (IML), a esposa do desaparecido, Rosilaine Marinho, viu semelhanças entre o corpo e seu marido. A família suspeita de vingança de líderes da milícia que dominava a favela e foram denunciados por Jorge. Hoje, o governador Sérgio Cabral disse que o caso será apurado "sem panos quentes". O inspetor da 40ª Delegacia de Polícia (DP) Luiz Carlos Barroso afirmou que é cedo para qualquer conclusão. Segundo ele, o corpo estava bastante desfigurado e só o exame de DNA poderá identificá-lo. Por enquanto, disse, a hipótese de assassinato é mais provável, uma vez que não houve pedido de resgate por Jorge, o que afasta a hipótese de seqüestro. Cabral disse que, de acordo com informações preliminares, o líder comunitário teria ligações com atividades ilícitas, "mas isso não muda nada". "Temos que buscar os culpados. De qualquer forma, é uma situação inadmissível", declarou o governador. A favela Kelson''''s está no meio de um conflito em que traficantes tentam retomar a área depois que a milícia foi desarticulada. Na semana passada, dois homens morreram após uma tentativa de invasão dos bandidos. Os traficantes, provavelmente da facção criminosa Comando Vermelho, tentaram invadir a favela mas foram surpreendidos por cerca de 30 policiais. Um dos mortos era sargento do 1º Batalhão de Polícia Militar e sua participação no confronto está sendo investigada. Três dias antes do tiroteio, quatro policiais militares reconhecidos como chefes do grupo paramilitar que dominava a favela foram presos.

NICOLA PAMPLONA E PEDRO DANTAS, Agencia Estado

09 de setembro de 2007 | 20h40

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