Corpo no Rio Amazonas pode ser da 47ª vítima do naufrágio

Segundo comandante do Cobom, é necessário confirmar, já que mortes por afogamento na região são comuns

José Maria Tomazela, enviado de O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2008 | 21h10

Um corpo encontrado no início da noite desta quinta-feira, 8, boiando no Rio Amazonas, pode ser da 47ª vítima do naufrágio do barco Comandante Sales 2008, ocorrido na madrugada de domingo, no Rio Solimões, em Manacapuru (AM). O corpo foi avistado por ribeirinhos num trecho em que as águas do Solimões já se misturaram com as do Rio Negro.   Veja também: Naufrágio no AM é considerado o segundo maior em 10 anos   Eles entraram em contato com uma equipe embarcada do Corpo de Bombeiros de Manaus que fazia uma varredura no rio. A reportagem do Estado acompanhava as buscas e estava no barco. O cadáver tinha sido avistado próximo da margem, na Vila Americana, a apenas 16 quilômetros do centro de Manaus. O sargento Reginaldo Brito, que pilotava a embarcação, e o soldado Washington Silva tinham percorrido durante toda a tarde cerca de 30 quilômetros naquele trecho sem encontrar nada.   No dia anterior, Brito havia feito o resgate de dois corpos - um homem e uma mulher - naquela mesma região, a 80 quilômetros do local do acidente. Por estarem em barco sem iluminação, a dupla de bombeiros transmitiu as coordenadas para uma embarcação maior, que completaria o resgate. O corpo seria levado para o Instituto Médico Legal (IML).   De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Manaus, coronel Antonio Dias dos Santos, era preciso aguardar a confirmação de que se tratava de um dos passageiros do Comandante Sales 2008. "Pode ser outra pessoa, pois os afogamentos por aqui são comuns", explicou.   Buscas   Nesta quinta-feira, completaram-se 100 horas de buscas desde o acidente. A possibilidade de localizar mais corpos em condições de serem resgatados fica cada vez mais remota. Pelas contas do coronel Santos, ainda há entre 10 e 15 vítimas desaparecidas nas águas do rio. Como a correnteza do Solimões é muito forte, os corpos podem ter sido arrastados para distâncias ainda maiores.   Pela primeira vez desde o acidente, as buscas seriam interrompidas durante a madrugada. "Retomamos de manhã, com todas as nossas forças", garantiu o comandante. Ele tinha 52 trabalhando exclusivamente nas operações de resgate. O barco afundou quando retornava de uma festa, com excesso de passageiros. A embarcação não tinha licença para navegar.

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