Corpos são encontrados em carro perto da Mangueira

Cinco corpos foram encontrados em um carro estacionado na rua São Luiz Gonzaga, em São Cristóvão, na zona norte do Rio, na manhã desta quinta-feira. No pára-brisa do veículo os criminosos deixaram um bilhete: "Não aceitamos covardia. Vida paga com vida. Matou inocente morreu".

CLARISSA THOMÉ, Estadão Conteúdo

30 de outubro de 2014 | 20h40

Na última terça-feira, o adolescente Caio Martins Ferreira, de 17 anos, foi morto durante um ataque de criminosos de uma facção criminosa na favela da Mangueira, vizinha a São Cristóvão. A comunidade, que recebeu uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em novembro de 2011, vivencia uma disputa pelo controle do tráfico de drogas desde 2 de setembro, quando Francisco Testas Monteiro, o Tuchinha, ex-líder do tráfico na Mangueira, foi assassinado.

O delegado Rivaldo Barbosa, titular da Delegacia de Homicídios, disse em entrevista à rádio CBN que dois dos cinco mortos já tinham mandados de prisão expedidos. Um deles é dissidente do Comando Vermelho, facção que domina a favela, e integrou o Terceiro Comando Puro, que tenta afastar o CV e controlar o tráfico na comunidade.

O policiamento no morro da Mangueira está reforçado desde a noite de terça-feira. Mais policiais foram deslocados hoje de outras Unidades de Polícia Pacificadora para auxiliar os PMs da UPP da Mangueira. Na noite de quarta-feira, depois do enterro de Caio, moradores da Mangueira fizeram um protesto e tentaram interditar vias da comunidade. Houve tumulto e a polícia dispersou os manifestantes com bombas de efeito moral.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.