Correção: Dengue atinge status de epidemia no Rio

A nota enviada anteriormente tinha um erro. O número de casos de dengue por 100 mil habitantes na cidade é de 346, e não 340, como informado. Segue a nota corrigida:Apesar de a prefeitura do Rio não admitir, a cidade está sob uma epidemia de dengue, que, de acordo com a classificação do Ministério da Saúde, se configura quando as taxas de incidência são superiores a 300 casos por 100 mil habitantes. De janeiro a 19 de março, a capital fluminense registrou 20.269 casos, ou 346 casos/100 mil habitantes. Nos bairros onde a situação é mais crítica, a incidência chega a ser 20 vezes maior do que o mínimo necessário para caracterizar epidemia. Em Curicica, na zona oeste, já são 6.968,9 casos por 100/mil habitantes. A situação é mais crítica nessa região da cidade. Camorim, Gardênia Azul e Anil também estão entre os locais com maior número de incidência. Alguns bairros da zona norte e região central, como Jacaré e Saúde, também lideram o ranking da doença. O prefeito do Rio, Cesar Maia, afirmou que os casos estão declinando. "Os números de confirmação de dengue por exames laboratoriais chegam defasados. Quando fazemos as correções por amostras e pelos exames laboratoriais, confirmamos que o pico se deu entre fins de janeiro e início de fevereiro e, nesse momento, estamos com curva declinante que só podemos confirmar em mais uns dias", afirmou. "Mas podemos confirmar desde já que os novos casos de letalidade estão caindo com as medidas adotadas e esta é nossa prioridade máxima", acrescentou o prefeito. O diretor-geral do Hospital Estadual Getúlio Vargas, Marcelo Soares, discorda da análise do prefeito. Sua expectativa é a de que a epidemia aumente com as chuvas. Soares, que dirige o hospital que tem o maior número de leitos reservados para pacientes com dengue, disse que cerca de 80% das pessoas chegam à unidade com suspeita da doença. "O pior é que a maioria dos casos acaba se confirmando, porque nos primeiros sete dias o exame de sangue ainda não detecta a dengue", disse ele, contradizendo o prefeito. Além da preocupação com o número de casos, Soares afirma que a letalidade da doença está maior, atingindo principalmente crianças. D

FABIANA CIMIERI E FELIPE WERNECK, Agencia Estado

19 de março de 2008 | 19h38

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