Correção: 'Esvaziada prisão em Presidente Prudente-SP'

A nota enviada anteriormente contém um erro. A informação correta é que os detentos que tinham ligações com facções rivais ao PCC foram transferidos na última semana. Os presos transferidos hoje são neutros, sem ligação com os grupos. Segue o texto corrigido:O governo transferiu hoje os últimos presos da Penitenciária de Presidente Prudente e esvaziou o presídio, que tem capacidade para abrigar até 900 detentos. Foi a segunda transferência de presos no interior paulista este mês. A bordo de ônibus e escoltados por policiais militares, os últimos 100 condenados deixaram as celas por volta das 9 horas. Eles foram levados para o presídio Itirapina 1, na região central do Estado de São Paulo. Agora, a penitenciária está vazia e se prepara para receber novos detentos que cumprem penas sob regime fechado. São cerca de 200 presos pertencentes ao Primeiro Comando da Capital (PCC) detidos em outras cidades. Eles deverão ser transferidos para Presidente Prudente ainda esta semana. A Polícia Militar não quis falar sobre a escolta até Itirapina e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), alegando "questões de segurança", informou apenas que a transferência é para acomodar os presos de acordo com o grupo criminoso ao qual pertencem. O remanejamento é uma estratégia da SAP para evitar brigas entre organizações rivais e, principalmente, rebeliões nas prisões. Os últimos 100 detentos retirados de Presidente Prudente são tidos como "neutros", sem ligações com as várias facções que atuam nos presídios. Já os 300 presos transferidos na semana passada pertenceriam a várias facções inimigas do PCC, como Amigos dos Amigos (ADA), Seita Satânica, Comando Democrático da Libertação (CDL) e Comando Brasileiro Revolucionário da Criminalidade (CRBC).

SANDRO VILLAR, Agencia Estado

16 de outubro de 2007 | 19h02

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