Correção: Mulheres terão proteção em fronteiras

A nota enviada anterior contém uma incorreção: o anúncio foi feito nesta quarta-feira e não nesta quinta-feira. Segue matéria corrigida.

DÉBORA ÁLVARES, Agência Estado

28 de novembro de 2012 | 19h45

A Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República anunciou nesta quarta-feira a expansão dos serviços de atenção à mulher nas fronteiras a partir do início do próximo ano. A ideia é capacitar profissionais que atuam nas regiões fronteiriças para agir em situações que colocam mulheres em risco.

Serão três as cidades beneficiadas com a parceria binacional: Corumbá (MS) e Brasileia (AC), fronteira com a Bolívia, e em Santana do Livramento (RS), na divisa com o Uruguai. Hoje, o serviço já existe em Pacaraima (Roraima), que faz fronteira com a Venezuela, em Oiapoque (Amapá), na divisa com a Guiana Francesa, e em Foz do Iguaçu (Paraná), fronteiriça com Paraguai e Argentina. "Uma das ações prioritárias da minha gestão é o atendimento às mulheres vítimas de violência nas nossas fronteiras, especialmente as secas", destacou a ministra Eleonora Menicucci durante o 2ª Encontro de Parceria Global pelo Fim da Violência Doméstica, em Brasília.

Além de ampliar o atendimento às mulheres em fronteiras brasileiras, o governo prometeu lançar em março de 2013 o modelo de atendimento móvel, para levar informação e assistência a locais onde o acesso é difícil. Serão 2 unidades móveis de atendimento por Estado. Segundo a secretária de enfrentamento à violência contra as mulheres, Aparecida Gonçalves, os critérios de prioridade estão em estudo, mas as unidades serão levadas, em especial, a cidades rurais e florestas.

Ainda como política de prevenção e enfrentamento à violência contra mulher, a Secretaria de Políticas para Mulheres assinou, ontem, a adesão da Avon à campanha "Compromisso e Atitude", lançada em agosto. "Nessa segunda etapa, a secretaria fará parcerias com a iniciativa privada para criar ações conjuntas de enfrentamento a violência contra mulher", explicou Eleonora Menicucci. A primeira etapa contou com a adesão da justiça de 18 Estados e o comprometimento em priorizar processos e julgamentos de assassinatos e estupradores.

Com os serviços, pretende-se ampliar a conscientização para a importância da denúncia, diminuindo os casos de violência. Hoje, o ligue 180, central de atendimento à mulher, recebe uma média de duas mil denúncias por dia, mais da metade delas referentes à violência física. Além disso, o País ocupa a sétima posição no ranking dos países com mais homicídios de mulheres - o mapa da violência aponta uma média de 4,5 mil por ano.

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