Correção: Papa aceita renúncia de arcebispo de PE

A nota enviada ontem contém um erro. O monsenhor José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, excomungou o médico que realizou o aborto e a mãe de uma menina, que foi vítima de estupro, e não a garota. Segue o texto corrigido:

AE-AP, Agencia Estado

02 Julho 2009 | 13h34

O papa Bento XVI aceitou, um ano depois de apresentada, a renúncia do arcebispo brasileiro que, em março, protagonizou um escândalo internacional ao excomungar o médico e a mãe de uma menina de nove anos que passou por um aborto depois de ter sido violentada sexualmente pelo padrasto. O Vaticano anunciou que o monsenhor José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, teve a renúncia aceita, mas não fez alusão ao escândalo. Para o lugar de Cardoso Sobrinho, Bento XVI nomeou o monsenhor Antonio Fernando Saburido, informou a Secretaria de Imprensa da Santa Sé.

A renúncia do arcebispo foi apresentada há um ano, meses antes do incidente, porque o prelado atingira o limite de idade estipulado pela lei canônica para o exercício da função. O arcebispo de Olinda e Recife se envolveu em um escândalo internacional no dia 5 de março, quando anunciou publicamente que o médico que realizou o aborto, a mãe que o autorizou e a menina vítima de estupro estavam sumariamente excomungados.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o L''Osservatore Romano, jornal oficial do Vaticano, e o presidente de La Pontifícia Academia da Vida, monsenhor Rino Fisichella, distanciaram-se da decisão do arcebispo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva censurou o prelado pela medida. No entanto, o arcebispo rechaçou as críticas e alegou ter aplicado a lei e a verdade da Igreja Católica.

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