CORREÇÃO-Parlamento italiano busca saída para impasse eleitoral

O Parlamento italiano reuniu-se nesta sexta-feira pela primeira vez desde a inconclusiva eleição do mês passado, mas não há qualquer sinal de acordo para acabar com o impasse político e formar um novo governo na problemática terceira maior economia da zona do euro.

(CORRIGE NO 1º, Reuters

15 de março de 2013 | 12h51

Os partidos até agora não conseguiram encontrar uma saída para o impasse criado pela eleição, que deixou a centro-esquerda com maioria na Câmara dos Deputados, mas sem os assentos suficientes para controlar o Senado e formar um governo.

Dessa forma, um retorno precoce às urnas é a alternativa provável, causando mais incertezas e a ameaça de uma nova fase de turbulência no mercado financeiro, como a que ajudou a derrubar o governo de Silvio Berlusconi em 2011.

Tentativas do líder da centro-esquerda, Pier Luigi Bersani, de chegar a um acordo com o partido de protesto Movimento 5 Estrelas, de Beppe Grillo, foram rejeitadas. Bersani descartou a possibilidade de qualquer acordo com o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, cujo bloco de centro-direita é a segunda maior força no Parlamento.

Na quinta-feira, autoridades da centro-esquerda reconheceram que as ofertas para cooperação tinham sido rejeitadas. Mas repetiram que o grupo está disposto a fechar acordos para preencher os influentes cargos de presidentes da Câmara e do Senado.

A primeira tarefa dos 630 deputados e 315 senadores presentes na sexta-feira será eleger os presidentes das Casas, que ocupam dois dos mais altos cargos de Estado e desempenham um papel central na gestão da agenda parlamentar.

Se o Movimento 5 Estrelas chegar a um acordo sobre os presidentes das Casas com o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, pode abrir caminho para um acordo mais amplo sobre a formação de um governo.

No entanto, Grillo prometeu não apoiar qualquer governo não conduzido por seu próprio partido. Ele tem rejeitado repetidamente qualquer acordo de bastidores com os partidos tradicionais, aos quais ele responsabiliza por terem arrastado a Itália para a crise.

Tudo o que sabemos sobre:
ITALIAPARLAMENTOREUNIAOIMPASSECORREO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.