Correção: Policiais federais prometem ato em aeroporto

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção no primeiro parágrafo. Os policiais federais planejam um protesto no Aeroporto de Congonhas e não no Aeroporto Internacional de Guarulhos, como informado. Segue o texto corrigido:

FELIPE TAU, Agência Estado

21 de agosto de 2012 | 10h21

Policiais federais planejam um protesto para a manhã desta terça-feira no Aeroporto de Congonhas, zona sul da cidade de São Paulo, na Grande São Paulo. Em greve desde o último dia 7, os servidores pretendem entregar panfletos e conversar com passageiros sobre as demandas da categoria, de acordo com o Sindicato dos Servidores da Polícia Federal de São Paulo (Sindpolf-SP). Os policiais pedem, entre outras coisas, reestruturação da carreira, reajuste salarial e contratação de servidores. As solicitações valem para agentes, papiloscopistas e escrivães.

Estavam previstas para esta semana novas operações-padrão - revistas mais rigorosas que vêm causando filas nos aeroportos -, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a prática na última quinta-feira. O ministro Napoleão Nunes Maia Filho considerou a ação lesiva à população e concedeu liminar a pedido do governo. A multa no caso de descumprimento é de R$ 200 mil por dia para os sindicatos, e vale também para os representantes dos trabalhadores da Polícia Rodoviária Federal, que cruzaram os braços na segunda-feira.

Negociações

Na última sexta-feira, o Ministério do Planejamento propôs um reajuste de 15,08% ao longo dos próximos três anos para os servidores de mais de 30 categorias em greve em todo o País. A proposta foi aceita por alguns setores, como algumas universidades federais. Outros, no entanto, como os funcionários da Polícia Federal, não concordaram e decidiram manter a paralisação.

Nesta terça-feira à tarde, o Sindpolf-SP planeja uma nova assembleia em frente à sua sede, na capital paulista, para deliberar sobre a continuidade ou não da greve. Na segunda-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou o corte de ponto de servidores públicos que faltarem ao trabalho por causa da paralisação.

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