Correção: sem-terra ocupam Incra no MS

A nota enviada anteriormente contém um erro. O senador Valter Pereira de Oliveira é filiado ao PMDB, não ao PT. Segue o texto corrigido: Campo Grande, 20 - Um grupo de 200 homens e mulheres ligado a quatro entidades de trabalhadores sem-terra invadiu hoje a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Os manifestantes chegaram em ônibus fretados carregando agasalhos, utensílios para cozinhar e alimentos, para "manter uma vigília por tempo indeterminado contra a substituição do superintendente do órgão, Luiz Carlos Bonelli", conforme explicou Maria de Fátima Vieira, uma das coordenadoras do protesto.Ela afirmou que durante os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso foram assentadas cerca de 12 mil famílias no Mato Grosso do Sul, enquanto no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o total de assentados chega a 16 mil. "Antes, famílias ficaram acampadas em lonas plásticas até 15 anos, aguardando assentamento. Atualmente a espera é de menos seis meses. Uma mudança na direção do órgão, resultará em retrocesso e prejuízos para nós", disse Maria de Fátima.Bonelli é ligado ao PT e a mudança foi proposta pelo senador Valter Pereira de Oliveira (PMDB-MS), que indicou para o cargo o professor universitário Flodoaldo Alves. Dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), da Coordenadoria Rural da Central Única dos Trabalhadores (Cut-Rural) e da Federação da Agricultura Familiar percorreram hoje os gabinetes de senadores e deputados federais do PT em Brasília, pedindo apoio a Bonelli.Para o presidente da Fetagri, Geraldo Teixeira de Almeida, entre os órgãos públicos federais em Mato Grosso do Sul, o Incra tem o maior orçamento. "Este ano por exemplo, a verba já reservada para construção, ampliação e reforma de moradias para os assentados passa dos R$ 70 milhões. São 12 mil casas para serem construídas, as demais serão reformadas ou ampliadas. Soma-se a isso a compra de fazendas e outras despesas, o que vai parar lá perto de R$ 1 bilhão", afirmou.

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