Corregedoria investigará morte de primo do goleiro Bruno

Sérgio Rosa Sales, de 24 anos, um dos acusados da morte da ex-amante do atleta Eliza Samudio, foi morto no último dia 22

Marcelo Portela - Agência Estado,

27 de agosto de 2012 | 19h05

BELO HORIZONTE - A Corregedoria Geral da Polícia Civil mineira assumiu nesta segunda-feira, 27, as investigações sobre o assassinato de Sérgio Rosa Sales, de 24 anos, primo do goleiro Bruno Fernandes e um dos acusados da morte da ex-amante do atleta Eliza Samudio, também de 24. A corregedoria é a responsável pela apuração do envolvimento de policiais com crimes, mas, oficialmente, o órgão alega que assumiu o caso a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para garantir a "transparência" das investigações.

Sales foi morto na semana passada pouco depois de sair de sua casa no bairro Minaslândia, na região norte de Belo Horizonte. O caso ficou a cargo do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), o mesmo responsável pelas investigações a respeito do caso de Eliza, que está desaparecida desde junho de 2010 e cujo corpo nunca foi encontrado. Na ocasião, os depoimentos de Sales foram decisivos para o indiciamento de Bruno e de outros acusados, mas, posteriormente, o rapaz alegou ter sido agredido por integrante do DIHPP.

Segundo a corregedoria, a investigação em torno da denúncia ainda está em andamento e, apesar de até o momento nada ter sido comprovado, o MPE pediu que o órgão assumisse o inquérito da morte de Sales para evitar problemas nas investigações. O corregedor-geral da polícia, delegado Renato Patrício, informou ainda que as linhas iniciais da apuração vão ser mantidas e que nenhuma hipótese está descartada, incluindo a possibilidade de o crime ter sido uma queima de arquivo.

Sales passou mais de um ano preso aguardando julgamento pelo sequestro, cárcere privado e morte de Eliza - assim como Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola -, mas deixou a prisão em agosto do ano passado por decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). A polícia tenta apurar se, desde então, ele se envolveu em alguma desavença pessoal que pudesse ter levado ao assassinato. Na sexta-feira, 24, a Polícia Militar recebeu denúncia de que um grupo preso por tráfico de drogas estaria envolvido na morte, mas a hipótese também ainda está sob investigação.

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