Correntistas cipriotas podem perder mais do que temiam, diz fonte

Os grandes correntistas do maior banco do Chipre podem perder muito mais do que o estimado inicialmente devido a um pacote de auxílio da União Europeia com o intuito de salvar a economia da ilha, disse uma fonte que tem acesso direto aos termos do acordo.

Reuters

30 de março de 2013 | 10h46

Sob as condições que devem ser anunciadas neste sábado, os correntistas do Banco do Chipre terão ações do banco de até 37,5 por cento de seus depósitos acima de 100 mil euros no banco, disse a fonte à Reuters, enquanto o resto de seu dinheiro pode nunca mais ser devolvido.

O endurecimento dos termos enviará um claro sinal de que o pacote de auxílio significa que o Chipre não será mais um centro de transações offshore e pode acelerar o declínio econômico e do emprego na ilha.

Autoridades inicialmente falavam de perdas de 30 a 40 por cento por parte dos correntistas.

O presidente cipriota, Nicos Anastasiades, defendeu na sexta-feira o acordo de 10 bilhões de euros, acertado com a UE há cinco dias, dizendo que ele conteria o risco de bancarrota do país.

"Não temos a intenção de deixar a zona do euro", disse o líder conservador durante coletiva de imprensa na capital, Nicósia. "De forma alguma faremos experimentos com o futuro do nosso país."

Os cipriotas, contudo, estão irritados com o preço a ser pago pelo acordo, a dissolução do segundo maior banco do país, o Banco Popular do Chipre, também conhecido como Laiki, e a sem precedentes tomada dos depósitos acima de 100 mil euros.

(Por Michele Kambas)

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