Correr acompanhado é mais saudável, diz pesquisa

Um estudo publicado na edição mais recente da revista médica Nature Neuroscience indica que o cérebro de pessoas que praticam corrida sozinhas não se beneficia como o das que fazem a atividade em grupo. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, indica que o contato social neutraliza os efeitos negativos que o exercício pode ter sobre a atividade cerebral.A corrida melhora a coordenação espacial e intensifica a comunicação entre os neurônios. Mas a atividade também aumenta os níveis do hormônio corticosterona, que pode diminuir a neurogênese (produção de novas células cerebrais).Ratos Os cientistas investigaram os fatores que podem explicar essa aparente anomalia. Eles observaram os efeitos da corrida em ratos adultos, avaliados sozinhos ou em grupo. A atividade física aumentou a geração de neurônios apenas nos ratos que viviam agrupados. Nos animais isolados, a neurogênese foi suprimida.Em todos os casos, a corrida provocou aumento da corticosterona. Mas apenas os ratos que corriam sozinhos estavam vulneráveis à influência negativa do hormônio. Eles também apresentavam doses maiores da substância, em comparação com os animais que se exercitavam em grupo."Na falta de interação social, uma experiência que normalmente seria benéfica pode exercer uma influência potencialmente deletéria sobre o cérebro", disse Elizabeth Gould, coordenadora da pesquisa.Estudos anteriores já comprovaram que a atividade física é fundamental para reduzir o risco de desenvolver demência.

Agencia Estado,

13 de março de 2006 | 15h39

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