Cortador tem de se especializar

Até o cortador de cana deve aproveitar os espaços que surgem no mercado. É o que pensa o diretor da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles. Para investir na capacitação do trabalhador rural, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP) oferece cursos divididos em módulos. ''''Temos um curso de 11 módulos, sendo que cada módulo dura um mês e meio, e todos capacitam o profissional para diversas funções no campo'''', diz.Os cursos do Senar, em parceria com sindicatos rurais do Estado, visam à capacitação profissional na lavoura, aliando o trabalho no campo com o meio ambiente, o turismo rural e a melhor qualidade de vida. Em 2007, 171 mil trabalhadores fizeram os cursos da instituição, sendo que 41 mil em trabalhos voltados para a cultura canavieira.PESQUISAA Faesp também faz pesquisas para saber o que pode ocorrer no campo nos próximos dez anos e o que fazer para qualificar o trabalhador. ''''Temos que saber como e onde inserir o trabalhador.'''' Para que as pesquisas tenham melhores resultados, o banco de dados da instituição foi informatizado. Assim, todos os trabalhadores que fizeram algum curso no Estado estão cadastrados.Quanto aos cortadores de cana, a intenção é direcioná-los para outros setores. ''''Nós acompanhamos os trabalhadores, queremos direcioná-los para áreas que proporcionam melhores empregos e expectativas de vida'''', diz. Conforme Meirelles, muitos poderão ser empregados no turismo rural e como tratoristas ou operadores de máquinas. ''''Iremos capacitá-los em nossos cursos gratuitos.''''

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