Corte de gastos ameaça futuras missões da Nasa a Marte

Apesar da importância e do sucesso da missão da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) a Marte, com o pouso na semana passada do robô Curiosity, os próximos passos da exploração do planeta vermelho existem apenas no papel.

PASADENA, EUA, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h04

O país planejou se unir ao continente europeu para três missões, a partir de 2016, que culminariam com a chegada de amostras do solo e de rochas marcianas à Terra - o que é considerado uma prioridade para a ciência planetária. Mas a participação americana no programa europeu ExoMars foi cancelada pelo governo de Barack Obama, por questões orçamentárias. Isso forçou a Nasa a reexaminar suas opções, já que a Terra e Marte se alinham de modo a favorecer o lançamento de naves uma vez a cada 26 meses.

Como a missão da Curiosity extrapolou seu orçamento, chegando a um gasto de US$ 2,5 bilhões, isso tornou mais complicada a situação. A Nasa também teve despesas de US$ 8 bilhões com o Telescópio Espacial James Webb, o sucessor do Hubble. Por causa disso, a agência deve lançar neste mês um relatório com alternativas mais baratas de missões a Marte, que poderiam ser lançadas em 2018 e 2020.

Para o líder do programa de exploração de Marte, Doug McCuistion, o próximo passo mais lógico seria investir em um robô para suceder o Curiosity e explorar outra região do planeta. Mas ele diz duvidar de que haverá dinheiro para isso.

A única missão da Nasa a Marte que está em vias de ser realizada é o lançamento de uma sonda atmosférica, previsto para o fim do ano que vem. Em setembro, a agência deve entregar à Casa Branca suas propostas de novas missões ao planeta vermelho, a tempo de serem consideradas no ano fiscal que começará em outubro de 2013.

Pausa na pesquisa. As missões da Nasa a Marte nos anos 1970, com as sondas Viking, foram um balde de água fria, após o sucesso das missões Apollo, que chegaram a pousar na Lua. A maioria dos cientistas na época considerou os resultados negativos, o que interrompeu a exploração do planeta por 20 anos. / REUTERS

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