Corte de IR é mínimo, diz ex-secretário da Receita

O pacote anticrise anunciado pelo governo para incentivar o consumo no País, principalmente da classe média, é bem-vindo, mas insignificante sobre a renda disponível dos brasileiros, na opinião do consultor tributário e ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel. ?O impacto máximo que as medidas poderão ter para o bolso do contribuinte é algo em torno R$ 90 por mês. Em alguns casos, chega a ser uma fatia insignificante?, disse ele, referindo-se aos cortes anunciados pelo governo para o Imposto de Renda da Pessoa Física. A nova tabela do IRPF entra em vigor no próximo dia 1º e vai reduzir a carga tributária para todos os contribuintes. Hoje existem duas alíquotas: 15% e 27,5%. Foram criadas mais duas: 7,5% e 22,5%. O ganho mensal máximo que um contribuinte terá será de R$ 89,50. No total, com as outras medidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do crédito, a renúncia fiscal do governo será de R$ 8,4 bilhões. Na opinião de Maciel, o pacote terá apenas um resultado psicológico sobre o consumidor brasileiro. ?O governo está pagando caro para lançar medidas que terão meramente efeito psicológico?, disse. Para o consultor tributário, o montante que o governo pode deixar de arrecadar com as medidas não está sendo compensado como deveria, por conta do elevado gasto público. ?Todas as medidas são no sentido de aumentar os gastos correntes do governo e tratam-se de gastos irreversíveis?, afirmou. Ele disse, no entanto, que não vê nenhuma disposição do governo em adotar uma política de austeridade fiscal para conter os gastos públicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

13 Dezembro 2008 | 10h00

Mais conteúdo sobre:
pacote IR Everardo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.