Cosan vê moagem de até 55 mi t de cana neste ciclo

A Cosan, maior produtora de açúcar e etanol do Brasil, estima que o volume de cana moída deve ficar entre 52 e 55 milhões de toneladas no ano-safra 2012/2013, ante as 53 milhões de toneladas do ciclo anterior, disse o diretor de relações com investidores da companhia em teleconferência nesta quinta-feira.

REUTERS

31 Maio 2012 | 11h59

Marcelo Martins não entrou em detalhes sobre a projeção, que pode até representar uma queda na comparação com a fraca safra de 2011/12.

O ano-safra 2012/13 do centro-sul, que teve início oficialmente em 1o de abril, está estimado para registrar um leve crescimento na comparação com 11/12, pela associação das indústrias e também por consultores privados.

Neste começo de safra, a moagem de cana apresenta uma queda na comparação com o mesmo período do ano passado, com usinas postergando o início dos trabalhos. Além disso, chuvas dificultaram a colheita em algumas regiões.

A safra passada, que sofreu com condições climáticas adversas, teve a primeira baixa em mais de dez anos no centro-sul em função também do baixo índice de renovação dos canaviais.

A Cosan, por outro lado, afirma que tem investido em renovação.

"Vamos manter investimentos (na taxa de renovação dos canaviais) acima da média de mercado", disse Marcelo Martins na teleconferência, referindo-se aos trabalhos realizados para a próxima temporada.

A companhia apresentou uma taxa média de renovação superior a 20 por cento no último ano.

Segundo ele, os investimentos da companhia permitiram à Raízen Energia - focada na produção comercialização de cana, açúcar e etanol - elevar sua participação a 10,7 por cento no centro-sul, considerando a moagem total no ciclo, ante pouco mais de 9 por cento da temporada anterior.

A previsão de capex (investimento) total da Cosan para o novo ano fiscal é estimado entre 2,1 e 2,4 bilhões de dólares, ante 2,16 bilhões de dólares no ano comercial encerrado em março de 2011.

AÇÚCAR

As vendas de açúcar na atual temporada estão previstas entre 3,9 milhões e 4,2 milhões de toneladas, apontando a possibilidade de ligeiro crescimento sobre a comercialização 3,97 milhões de toneladas do ciclo anterior.

Para o etanol, a estimativa é de vendas 1,85 e 2,05 bilhões de litros, contra os 1,9 bilhões de litros do ciclo anterior.

Para a Rumo, divisão de logística, a companhia estima uma elevação na movimentação para entre 8 milhões e 10 milhões de toneladas, contra 7,7 milhões de toneladas do ciclo anterior.

O executivo informou que não a companhia não incluirá mais projeções para a Cosan Alimentos, agora integrada à Camil Alimentos, conforme anunciado em fato relevante esta semana.

Apesar de registrar um acentuado recuo no lucro líquido de quase 70 por cento, para 149 milhões no último trimestre do ano fiscal encerrado em 31 de março, o resultado no ano teve um salto ante o ano anterior.

A Cosan encerrou o ano fiscal com lucro líqudo de 2,6 bilhões de reais, contra 771 milhões de reais no ano anterior.

Martins ponderou, porém, que os resultados anuais não podem ser diretamente comparáveis, uma vez que este é o primeiro ano em que a Raízen, resultado da joint venture entre a Cosan e a Shell, é incluída quase integralmente no resultado da companhia.

De qualquer forma, o resultado agradou ao mercado, com as ações da companhia subindo mais de 3 por cento após a divulgação do resultado da companhia.

Às 11h33, o papel subia 2,65 por cento, enquanto o Ibovespa tinha queda de 0,43 por cento.

(Reportagem de Fabíola Gomes)

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