Cosmético com Cannabis gera processo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai abrir processo administrativo contra a rede de cosméticos Empório BodyStore pela venda de creme hidratante à base de Cannabis sativa, planta a partir da qual se produz a maconha. De acordo com a agência, a empresa desobedeceu resolução que proíbe a produção de cosméticos com substâncias narcóticas. A BodyStore, com sede em Porto Alegre, pode receber de advertência a multa de R$ 1,5 milhão.

Clarissa Thomé / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

O centro da polêmica é o creme Body Butter Hemp, vendido a R$ 53,90. O hidratante é feito com "legítima manteiga extraída das sementes do cânhamo, que é conhecida por auxiliar na regeneração da pele seca", diz texto no site da BodyStore.

Segundo a Anvisa, cosméticos do tipo têm registro simplificado - a empresa faz uma notificação eletrônica e assina termo de responsabilidade, garantindo a segurança e eficácia do produto -, por isso não há análise prévia à venda. A Body Store informa que a matéria-prima do hidratante tem registro na Comissão Europeia e não possui o THC, portanto não seria entorpecente.

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