Costarriquense Arias pede reconhecimento de eleição hondurenha

O presidente da Costa Rica e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Oscar Arias, pediu que o mundo reconheça as eleições de domingo em Honduras para que o país centro-americano recupere a normalidade depois da crise política iniciada com a deposição do presidente Manuel Zelaya.

REUTERS

27 de novembro de 2009 | 12h36

Em uma entrevista à CNN transmitida na noite de quinta-feira, Arias reconheceu que fracassou em uma mediação que conduziu em julho para tentar uma solução pacífica para a crise, iniciada no mês anterior com um golpe de Estados e a instauração do governo de facto.

"Creio que no final deve reinar a sensatez, e a sensatez diz que deveríamos, se tudo correr bem, normalmente, e os observadores não virem nada de mal no domingo 29 de novembro, penso que a grande maioria dos países deve reconhecer a eleição", disse Arias à CNN.

O presidente argumentou que manter o isolamento ao governo de facto presidido por Roberto Micheletti acaba provocando o aprofundamento da pobreza em Honduras, já considerado um dos países mais pobres da região.

Honduras se prepara para eleger no domingo um novo presidente, mas as eleições têm sido questionadas pela maioria dos países latinoamericanos e muitos, incluindo o Brasil, já disseram que não vão reconhecer o pleito por considerá-lo ilegítimo ao ser organizado por um governo que surgiu depois de um golpe.

Mas os Estados Unidos -- principal parceiro comercial de Honduras -- suavizaram sua posição contra o golpe e disseram que podem acontecer as eleições se forem cumpridos os padrões internacionais e se o Congresso votar sobre a restituição de Zelaya, como determina um acordo fechado em outubro.

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