CPI da Pedofilia encerra trabalhos em Catanduva

Principais suspeitos da 'banda rica' não foram ouvidos; depoimentos de 40 crianças serão ouvidos na sexta

Chico Siqueira, da Agência Estado,

19 de março de 2009 | 20h11

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado encerrou nesta quinta-feira, 19, os trabalhos em Catanduva, no interior paulista, sem conseguir ouvir o médico Wagner Rodrigo Brida Gonçalves e o empresário José Emmanuel Volpon Diogo, considerados os principais suspeitos da "banda rica" da rede de pedofilia investigada na cidade.

 

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Os dois estavam convocados, mas não compareceram à sessão e agora são procurados pela Polícia Federal (PF). Na quarta, ambos conseguiram na Justiça habeas-corpus derrubando a prisão que tinham contra si, por isso, havia a expectativa de pudessem depor nesta quinta.

No início da noite, os senadores ainda esperavam que a PF tivesse sucesso nas buscas, mas já haviam decidido que os trabalhos seriam encerrados, um dia antes do previsto. "Eles estão sendo procurados, e se não depuserem aqui, vão depor em Brasília", disse o senador Romeu Tuma, relator da CPI.

Os parlamentares planejavam ouvir nesta sexta-feira os depoimentos das 40 crianças que relataram abusos sofridos de pedófilos da rede, mas a tarefa foi transferida para a promotoria e juizado da Vara da Infância e da Juventude de Catanduva, onde corre o inquérito policial que apura o caso.

 

Todas as seis pessoas presas, acusadas por pedofilia, prestaram depoimentos e negaram as acusações. A reportagem procurou os advogados dos dois foragidos, mas os celulares estavam desligados.

 

 

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