CPI ouvirá menina que acusa deputado de pedofilia no PA

Senador Magno Malta, que preside CPI da Pedofilia, disse que também pretende ouvir parlamentar

Carlos Mendes, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2008 | 18h54

O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, vai ao Pará ouvir o depoimento da menina de 13 anos que acusa o deputado estadual Luiz Afonso Sefer (DEM) de abuso sexual durante o período em que viveu e trabalhou na casa dele, de 9 aos 12 anos. "Irei a Belém porque um dos promotores que trabalha conosco na CPI fez alguns contatos, mas as autoridades paraenses foram muito resistentes em fornecer informações sobre o caso", disse Malta ao Estado. Veja também:CPI da Pedofilia vai intimar teles e provedoresConfira a cartilha online da SaferNetComo denunciar a pedofilia e proteger seus filhos na web  A cartilha do governo para prevenção da exploração Todas as notícias sobre pedofilia   Além da criança, que foi retirada da casa de Sefer por ordem do juiz da Infância e Juventude, José Maria Teixeira do Rosário, o senador também pretende ouvir o deputado. A delegada que investiga o caso será intimada por ofício da CPI a remeter para Brasília tudo que já foi apurado. As notícias que chegam a Brasília sobre o caso do Pará, segundo o senador, são preocupantes e exigem providências. A mãe da criança, que antes morava numa localidade de Mocajuba, na região do Baixo-Tocantins paraense, teria sido assassinada pelo pai da menina. Ele também é acusado de estuprar uma cunhada, tia da criança. Malta nomeou dois procuradores, que atuam na assessoria da Comissão, para acompanhar a investigação feita em Belém.  Sefer disse em pronunciamento na segunda-feira estar sendo vítima de "linchamento" por setores da imprensa paraense. Negou também que estivesse sendo investigado por abuso sexual, mas no dia seguinte, terça-feira, o Ministério Público divulgou nota confirmando a acusação feita pela criança.  O deputado é medico e dono de uma clínica em Belém, além de recentemente ter sido contratado pelo governo paraense para administrar o hospital público de Redenção, no sudeste do Estado. Ele também integra, como suplente, uma CPI instalada pela Assembléia Legislativa justamente para apurar casos de pedofilia na região do Marajó. A presença dele na Comissão incomoda os outros membros da CPI, tanto que o relator, Arnaldo Jordy (PPS), apresentou ontem um pedido formal para que Sefer renuncie. Se isso não acontecer, o deputado ficará na estranha posição de ser ao mesmo tempo investigador e investigado.

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