Crambe é opção para biodiesel

Fundação MS acaba de lançar uma cultivar da oleaginosa, cujo [br]plantio custa bem menos do que o da soja

João Naves, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2007 | 04h18

Mais uma planta desponta com bom potencial para produção de biodiesel no País. É o crambe, oleaginosa a qual a Fundação MS, com sede em Maracaju (MS), acaba de lançar uma cultivar, a MS Brilhante, com sementes já disponíveis aos interessados.''''Estamos prontos para atender aos produtores rurais'''', diz o agrônomo Carlos Pitol, acrescentando, também, que já há um grande interesse da indústria sul-mato-grossense pela nova variedade. ''''Todas as indústrias do Estado ligadas à fabricação de biodiesel estão interessadas no crambe e já recebemos consultas de outros Estados e até da Petrobrás'''', continua Pitol. ''''O crambe é ótima matéria-prima para biodiesel.''''Conforme explica Pitol, o crambe melhorado pela Fundação MS tem 38% de óleo na semente - ante 18% a 20% da soja, outra planta promissora para fabricação de biodiesel em grande escala - e produtividade que varia de mil a 1.500 quilos por hectare, podendo chegar a 2 mil quilos por hectare em ótimas condições de fertilidade de solo.Além disso, ainda comparando o crambe com a soja, a Fundação MS apurou que 1 hectare de soja pronta para colher custa quase R$ 1 mil, enquanto a mesma área de crambe fica entre R$ 200 e R$ 300.PLANTIO DIRETOO crambe começou a ser estudado no País para cobertura de solo durante os períodos de clima muito severo em áreas de plantio direto. Após dez anos de pesquisa, porém, foi-se descobrindo suas outras propriedades, como excelente oleaginosa para biodiesel. Pitol esclarece que o crambe é uma cultura de inverno, solteira, pois não pode ser consorciada. ''''O plantio é recomendado nos meses de abril, maio e junho, conforme a quantidade de chuvas'''', continua. Após 90 dias, ele pode ser colhido, ''''portanto, é um vegetal bastante precoce'''', diz o agrônomo. Assim, depois de colhidas as sementes do crambe, pode-se fazer o plantio direto sobre a palhada. ''''O crambe seca rápido'''', garante Pitol.Quanto ao investimento para plantio, ele diz que não é alto. ''''Um agricultor tradicional utilizará os mesmos equipamentos que usa para produzir soja, feijão e trigo, porque o crambe dispensa mecanização especial.''''INFORMAÇÕES: Fundação MS, tel. (0--67) 3454-2631 e fms.ms@terra.com.br

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