CREA-RJ encontra extintor vencido em Cidade do Samba

Fios desencapados, instalações elétricas improvisadas, extintores vencidos ou vazios. Uma semana depois do incêndio que atingiu parte da Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-RJ) fez uma vistoria em dois barracões e identificou falhas que mostram que ainda há risco de novos acidentes.

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

15 de fevereiro de 2011 | 18h28

Os técnicos da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA-RJ estiveram nos barracões da Imperatriz Leopoldinense e no Salgueiro. Eles avaliaram que a instalação está correta, com quadro de distribuição adequado. O problema está na falta de instalação de tomadas pelo galpão.

"Eles puxam uma extensão que atravessa todo o barracão. E a essa extensão outros fios são conectados. Fica uma gambiarra no meio do caminho", afirmou o presidente da comissão, o engenheiro elétrico Luiz Antônio Cosenza. "Essas emendas de fio no chão estão junto a plástico, tecido, isopor. Uma fagulha de um curto circuito provoca o incêndio".

Também foram identificadas outras irregularidades, como extintores fora das especificações e pessoas fumando durante o trabalho. "Aquela é uma área de risco, onde há material inflamável, solda, maçarico. Deve ser um ambiente muito controlado e o fumo tem de ser banido", afirmou Cosenza.

Nos próximos dias, engenheiros químicos e mecânicos voltarão à Cidade do Samba para complementar a vistoria. A intenção é preparar um relatório apontando as irregulares e propondo soluções para os problemas. As primeiras sugestões são para a instalação de tomadas de piso nos corredores entre os carros alegóricos e para a manutenção de uma brigada de incêndio 24 horas.

Hoje, o diretor de carnaval da Liga das Escolas de Samba (Liesa) Elmo José dos Santos passou a tarde reunido com o engenheiro responsável técnico pela instalação elétrica da Cidade do Samba.

A prefeitura começa amanhã o desmonte dos três barracões afetados pelas chamas. A princípio, serão retirados o telhado e as paredes do segundo andar dos prédios, numa área de 11.500 metros quadrados. Depois que o trabalho for finalizado, nova vistoria será feita para definir se o primeiro piso será preservado.

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