Creches públicas criam mecanismos para evitar abusos

Se a cobrança de valores extra pressiona os pais que têm filhos em escolas e berçários particulares a se esforçarem para cumprir o horário, as escolinhas públicas precisam lançar mão de outros artifícios. Na creche da USP, o regimento prevê o envio de advertência aos pais a cada atraso. Se a família receber três avisos em um ano, a criança fica suspensa por dois dias.

, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2010 | 00h00

A estudante Luana Rossi, mãe de Matias, de 3 anos, que frequenta a creche da USP desde os 8 meses, conta que, mesmo com todos os cuidados, já foi advertida duas vezes. "Foi problema de trânsito. Quando tenho algum outro compromisso deixo acertado com outra pessoa da família para buscá-lo", conta.

Nas creches municipais não há suspensão prevista. A Secretaria da Educação de São Paulo informou que cada unidade decide, em conjunto com os pais, o horário de funcionamento - no total são 10 horas diárias, mas não há padronização de entrada e saída - e os limites de tolerância para atrasos. Em caso de atraso crônico, os funcionários são aconselhados a levar o caso ao conselho tutelar. / L.A.

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