Crescimento mais lento de assinantes testa paciência de investidores do Netflix

Investidores do Netflix vão precisar de paciência para colher a recompensa da cara aposta em conteúdo original e mercados globais, disseram analistas, conforme o crescimento mais lento da base de assinantes causou forte queda das ações.

REUTERS

16 de outubro de 2014 | 13h56

As ações do Netflix tinham queda de 21,6 por cento às 13h20 (horário de Brasília), após um número menor de usuários novos do que o previsto assinaram serviços de transmissão de vídeo no trimestre encerrado em setembro.

Ao menos 19 corretoras cortaram preços-alvos para o papel em até 150 dólares, chegando a um mínimo de 300 dólares. A ação fechou a 448,59 dólares na quarta-feira.

O Netflix, cujas séries originais incluem "House of Cards" e "Orange is the New Black", planeja gastar 8,9 bilhões de dólares com a compra de novo conteúdo nos próximos anos.

A companhia está financiando quatro longas de Adam Sandler e uma continuação do filme "O Tigre e o Dragão".

Analistas do J.P. Morgan Securities disseram que o conteúdo original ajudará a "revitalizar" o crescimento de assinantes nos mercados doméstico e internacional.

No entanto, os números decepcionantes de assinantes no terceiro trimestre são uma preocupação de curto prazo. O Netflix atraiu 3,02 milhões novos assinantes no mundo todo, ante os 3,69 milhões que havia previsto em julho.

"As tendências de crescimento (de assinantes) e de custo de conteúdo indicam que uma fase mais difícil pode estar à frente", disseram analistas da Macquarie em nota.

O Netflix tem presença em quase 50 países e expandiu sua base de assinantes rapidamente. Mais de um quarto de seus 53 milhões de clientes agora estão fora dos Estados Unidos.

(Por Supantha Mukherjee e Rachel Chitra)

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