Criadas por lei, quatro ciclovias ficam no papel em SP

Em São Paulo, quatro ciclofaixas só existem no papel. Criados por leis municipais na década de 90, os trajetos do Ipiranga (zona sul), Mooca, Tatuapé e Belenzinho (zona leste) deveriam funcionar todos os domingos. As ruas e avenidas dos trajetos - que têm até 6,1 km - seriam fechadas para o tráfego recreativo de bicicletas. Mais de uma década depois das sanções dos prefeitos, porém, as quatro leis acabaram esquecidas.

AE, Agência Estado

31 de maio de 2010 | 10h02

As ciclovias foram criadas por leis aprovadas e sancionadas durante as gestões dos prefeitos Paulo Maluf (1993-1996) e Celso Pitta (1997-2000), mas nunca foram regulamentadas por decreto. Juntas, as quatro deveriam acrescentar 14,3 quilômetros à infraestrutura esportiva e de lazer da cidade. É quase três vezes o tamanho da ciclofaixa do Parque do Ibirapuera, que tem cerca de 5 quilômetros e é frequentada por cerca de 5 mil ciclistas todos os domingos.

O vereador Toninho Paiva (PR), autor da lei que criou a ciclovia do Tatuapé em 1994, conta que tentou tirar a ideia do papel na época, mas não teve sucesso por causa da resistência do poder Executivo. "É um descaso do poder público, não só com o Legislativo mas com a própria sociedade. Essas ciclovias são uma questão de saúde. Bicicleta é um exercício que você reforça os braços, as pernas, se exercita bastante", afirma.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Prefeitura de São Paulo ressaltou que, no início da atual administração, as quatro leis que criavam os trajetos da zonas sul e leste já tinham uma década de publicação. Neste período, segundo o governo municipal, ocorreram inúmeras mudanças no trânsito da cidade. "Além disso, essas leis perderam automaticamente sua eficácia com o advento do Plano Diretor, de 2004, que disciplina e ordena o uso e a ocupação do solo no município", diz o comunicado da Prefeitura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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