Criadora do Instituto Sou da Paz sofre um AVC no Rio

Mãe da estudante Gabriela, morta por bala perdida, criou ONG para acabar com impunidade

Fabiana Cimieri, O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2008 | 17h28

A psicóloga Cleyde Prado Maia, mãe da estudante Gabriela, morta por bala perdida no metrô, sofreu um acidente vascular cerebral na manhã desta quinta-feira, 4, e, segundo o marido, Santiago, não tem mais chances de sobreviver. "O médicos aguardam apenas o resultado dos exames para diagnosticar a morte cerebral", disse ele.  O casal ficou conhecido depois da morte da filha, quando criaram o Instituto Sou da Paz e lideraram a campanha "Diga Não à Impunidade". Em dois anos, eles recolheu um milhão e trezentas mil assinaturas e entregaram o Projeto de Iniciativa Popular no Congresso Nacional, pedindo alterações no Código Penal que diminuam brechas que promovem a impunidade. Cleyde tinha pressão alta e passou mal em casa, nesta manhã. Foi levada para uma clínica na Tijuca, onde mora, e transferida em estado grave para a clínica Ênio Serra, em Laranjeiras, na zona sul. O marido disse que, caso a morte cerebral seja confirmada, pretende doar todos os seus órgãos. "Quando a Gabriela morreu não conseguimos por causa de problemas burocráticos", afirmou.

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