Crianças são maioria das vítimas de estupro em zonas de conflito, diz ONG

As crianças são a maior parte das vítimas de violência sexual em zonas de conflito, onde ocorrem estupros e abusos a uma taxa espantosa, disseram ativistas, que descreveram as agressões como "horrores ocultos da guerra".

LI-MEI HOANG, Reuters

10 de abril de 2013 | 08h45

Nos países mais afetados, como Libéria e Serra Leoa, crianças compõe mais de 70 por cento das vítimas, disse um estudo publicado nesta quarta-feira pela ONG de defesa dos direitos da criança Save the Children.

O estudo contém histórias angustiantes de crianças mortas depois de serem estupradas e de outras que foram raptadas e abusadas por grupos armados. O documento também cita crianças, algumas de apenas dois anos, sendo atacadas por agressores oportunistas, incluindo professores, líderes religiosos e agentes de paz.

Muitos sobreviventes foram excluídos socialmente após os ataques.

O secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, tem feito campanha para aumentar a conscientização sobre o problema e recentemente se encontrou com vítimas na República Democrática do Congo junto à atriz e enviada especial da ONU Angelina Jolie.

A questão estará na agenda de uma reunião de ministros de Relações Exteriores dos países do G8 sediada em Londres na quarta-feira e quinta-feira.

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