Crise ameaça residência médica de universidade de SP

A residência médica da Universidade Santo Amaro (Unisa), em São Paulo, corre o risco de ser fechada. A Comissão Estadual de Residência Médica vai instituir uma sindicância para analisar a crise enfrentada pela instituição. Desde sexta-feira, 70 residentes de medicina paralisaram o atendimento do Hospital do Grajaú e do Hospital Escola Wladimir Arruda. Eles alegam falta de condições de trabalho e ensino gerada pela demissão de 50 professores - médicos orientadores da residência - ao longo do último semestre. A reitoria da universidade foi procurada pela reportagem entre quinta e sexta-feira, mas não retornou as ligações. O Hospital do Grajaú não comenta o caso. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), se a sindicância apurar que as condições realmente não são adequadas, os programas vão entrar em diligência, e, em última instância, podem ser suspensos ou cancelados. Atendimento à população nos hospitais sem supervisão de um professor vinculado à universidade, redução de carga horária de atendimento com cancelamento de cirurgias já marcadas com a população e demissão de docentes altamente qualificados em suas especialidades sem substituição. Essa é a realidade que enfrenta hoje a residência médica da universidade, de acordo com denúncia apresentada à reportagem pelos residentes de medicina. As informações são do Jornal da Tarde.

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