Crise econômica é profunda e Brasil não está imune, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff reafirmou nesta quarta-feira em Sófia, na Bulgária, que a crise econômica mundial é profunda e que o Brasil não está imune aos seus efeitos. Ela voltou a criticar os países desenvolvidos por ajustes econômicos desequilibrados.

REUTERS

05 de outubro de 2011 | 16h12

"O mundo enfrenta uma crise econômica bastante profunda. Os países desenvolvidos, que não encontraram equilíbrio entre ajustes fiscais apropriados e estímulos necessários para retomar o crescimento de maneira equilibrada, encontram-se numa encruzilhada", discursou Dilma no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Bulgária.

"Nós não estamos imunes ao aprofundamento da crise", afirmou, dias após dizer que o país está tomando todas as medidas para diminuir o eventual impacto de uma piora da situação.

Nesta semana, a presidente já havia alertado contra a adoção de medidas fiscais excessivamente recessivas como solução à crise e defendeu uma ação conjunta entre União Europeia e Brasil para evitar que a economia global entre em recessão.

A Bulgária é o segundo de três países a serem visitados pela presidente durante sua viagem pela Europa, que tem sido pautada pela discussão sobre a crise da dívida de países do bloco, para a qual defende uma ação coordenada para se tentar uma solução.

"A crise atual tem, na Grécia, um de seus pontos de maior irradiação e está a exigir a ação articulada e solidária de todos os países", disse.

Dilma voltou a apontar o mercado interno brasileiro, os marcos regulatórios do sistema bancário e financeiro "bastante robustos" e a diminuição do endividamento em relação ao PIB como proteções do Brasil diante dos efeitos da crise.

A passagem de dois dias pela Bulgária tem um ingrediente pessoal para Dilma, já que o país europeu é a terra natal de seu pai. A presidente aproveitou a visita para tentar estreitar os laços comerciais e reverter a tendência de queda nas relações verificada nos últimos anos.

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