Criticado por republicanos, Obama defende política externa dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu com firmeza na quarta-feira a política externa de seu governo, alvo de ataques da oposição republicana que o acusa de promover um declínio da influência norte-americana no mundo.

LAURA MACINNIS, REUTERS

24 Maio 2012 | 08h37

Falando a cadetes na Academia da Força Aérea em Colorado Springs, Obama salientou suas decisões de retirar as forças dos EUA do Iraque, de desinflar o conflito no Afeganistão e de ordenar a ação que matou Osama bin Laden. São feitos que sua campanha à reeleição espera que sirvam para contrabalançar a insatisfação do eleitorado com a ainda frágil situação econômica.

"Há uma década trabalhamos sob a nuvem escura da guerra. Agora, podemos ver a luz de um novo dia no horizonte. O fim dessas guerras irá moldar o serviço de vocês, e irá tornar nossas forças militares mais fortes", disse Obama aos 1.073 oficiais recém-formados, entre os quais 234 mulheres, no campo de futebol americano da escola militar.

Mitt Romney, provável candidato republicano na eleição presidencial de novembro, tem acusado o rival democrata de enfraquecer os EUA no cenário mundial. Ele considera que a desocupação do Iraque foi prematura, e que o cronograma para deixar o Afeganistão é equivocado.

No fim de semana passado, durante uma cúpula da Otan em Chicago, Obama admitiu que há riscos no plano para que os EUA e seus aliados retirem suas forças do Afeganistão até o final de 2014. Mas, na Academia da Força Aérea, ele contestou a perda de influência apontada por Romney.

"Comecemos deixando de lado a surrada noção que diz que nossa influência diminuiu, que a América está em declínio. Já ouvimos essa conversa antes", disse o presidente, declarando que suas políticas estão semeando um novo "século americano" -- expressão que Romney tem usado para descrever sua visão para a política externa.

Obama vai aproveitar a viagem ao Colorado para iniciar dois dias de atividades para a arrecadação de fundos de campanha em três Estados --Colorado, Califórnia e Iowa--, em que os democratas pretendem obter mais de 3 milhões de dólares. Além disso, ele fará na quinta-feira o terceiro grande comício da atual campanha, em Des Moines.

Falando em um hotel no centro de Denver após deixar Colorado Springs, Obama voltou suas baterias contra a atuação de Romney no setor privado, dizendo que seu rival tirou as "lições erradas" do tempo em que foi executivo da firma de investimentos Bain Capital.

Os democratas acusam a Bain de ter feito demissões em massa nas empresas sob a gestão de Romney, o que contraria o discurso do republicano, que se apresenta como o mais preparado para combater o desemprego por ter experiência como administrador.

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