Croatas fazem primeiro protesto contra medidas de austeridade

Mais de 5.000 manifestantes carregando cartazes contra o governo marcharam pela capital croata nesta quinta-feira, no primeiro grande protesto contra as medidas de austeridade do governo.

Reuters

11 de outubro de 2012 | 13h32

"Os cidadãos e trabalhadores da Croácia estão acordando e começando a lutar por seu futuro", disse Vilim Ribic, líder do sindicato dos professores, ao comício de funcionários principalmente do setor público, na praça principal de Zagreb.

O governo liderado pelos sociais-democratas cancelou acordos coletivos no setor público em meados de setembro, abrindo o caminho para cortes nos benefícios a empregados como parte dos planos para reformar as finanças do Estado.

Para mais de 180 mil professores, médicos, enfermeiros e assistentes sociais, a decisão acabou com muitos dos seus direitos e regalias que datavam de quando a Croácia era parte da Iugoslávia comunista.

"Resistam à intimidação e chantagem", "Nós causamos a crise?", "O lucro é privado, o prejuízo é de todos", afirmavam os cartazes.

A Croácia deve aderir à União Europeia em julho e quer melhorar suas finanças para fortalecar a sua classificação de crédito, atualmente apenas um degrau acima do grau especulativo, como parte dos esforços para atrair investimentos.

O primeiro-ministro, Zoran Milanovic, disse em uma reunião de ministério nesta quinta-feira que os sindicatos devem compreender que "a situação é difícil e eu espero que todos entendam isso".

"Grandes palavras e gritos não vão acabar com a crise... Temos feito algumas promessas e eu espero que as pessoas mostrem um pouco de fé", afirmou ele.

A Croácia está em recessão desde 2009. O governo espera que a economia volte a crescer no próximo ano, graças a grandes investimentos em energia e infraestrutura. No entanto, também prometeu continuar com a consolidação fiscal e redução do imenso setor público.

(Reportagem de Zoran Radosavljevic)

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