Crucial para Romney, Michigan vota em meio a troca de farpas

O pré-candidato Mitt Romney criticou seu rival Rick Santorum por pedir o voto dos democratas na eleição primária republicana de terça-feira em Michigan, que pode resultar numa vitória consagradora ou numa derrota humilhante para Romney.

STEVE HOLLAND E SAM YOUNGMAN, REUTERS

28 de fevereiro de 2012 | 22h24

Santorum, que aparece virtualmente empatado com Romney nas pesquisas, quer surpreender o rival no seu Estado natal, onde eleitores de ambos os partidos podem votar na primária republicana.

A campanha do ex-senador disparou telefonemas automáticos pedindo o voto dos democratas e acusando Romney, ex-executivo financeiro e ex-governador de Massachusetts, de não ter apoiado o plano do presidente Barack Obama para ajudar a indústria automobilista dos EUA, esteio industrial do Estado.

"Romney apoiou os resgates para seus amigos bilionários de Wall Street, mas foi contra os resgates às montadoras. Isso foi um tapa na cara de todo trabalhador de Michigan, e não vamos permitir que Romney se safe disso", diz a ligação.

Romney nasceu e foi criado em Michigan, onde seu pai foi um popular governador na década de 1960. Uma vitória de Santorum abalaria sua aura de favorito na disputa nacional, a uma semana da "Super-Terça", em que dez Estados realizaram suas disputas.

Mas assessores de Romney disseram que, mesmo se ele perder em Michigan, terá verbas e organização para conquistar a indicação para enfrentar Obama na eleição geral de 6 de novembro.

Mas uma vitória de Santorum nesse Estado industrial, na esteira de trunfos anteriores deste mês em Colorado, Minnesota e Missouri, pode virar a disputa de ponta-cabeça.

A cúpula republicana poderia então buscar um novo nome anti-Obama, já que muitos dirigentes acham que um candidato com fortes posições religiosas conservadoras, como Santorum, seria inviável.

O Arizona também realiza sua eleição primária nesta terça-feira, e Romney é franco favorito por lá.

Coadjuvante na disputa até semanas atrás, Santorum tem crescido e se posicionado como principal nome conservador da disputa, contrapondo-se ao moderado Romney.

Questionado sobre suas chances de vitória em Michigan, o ex-senador se esquivou. "Não sou pesquisador. Nem mesmo tenho um instituto de pesquisa", afirmou.

Mas uma nova pesquisa ABC News/Washington Post, publicada nesta terça-feira, reforçou a impressão de que Romney não agrada aos conservadores.

Apenas 38 por cento dos entrevistados que se incluem nesse grupo disseram ter uma opinião favorável ao político, uma redução de 14 pontos em uma semana. Santorum é bem visto por 60 por cento dos conservadores.

(Reportagem adicional de Eric Johnson, em Michigan; de Tim Gaynor, no Arizona; e de Eric Beech, Susan Heavey e Patricia Zengerle, em Washington)

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