CSN é denunciada por crime ambiental

O empresário Benjamin Steinbruch e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da qual ele é presidente, foram denunciados criminalmente à Justiça Federal pelo Ministério Público (MP) por crimes ambientais. Relatórios da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) acusam a empresa de lançar grandes quantidades de benzo-a-pireno no Rio Paraíba do Sul, entre 1990 e 2000, e de benzeno, no ar de Volta Redonda. Absorvido pelo sangue, o benzeno pode causar leucemia. Acusado por quatro crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais e na Lei de Política Ambiental, Steinbruch pode ser condenado ao pagamento de multas e a até 15 anos de prisão, informou o MP. Os procuradores da República Bruno Costa Magalhães e Gustavo Torres Soares também afirmam na denúncia que os acusados descumpriram obrigações como a realização de análise de controle de toxicidade de efluentes industriais, a projeção de um sistema de captação de vapores para processo de carregamento de alcatrão e a atualização semestral na Feema do inventário de resíduos.Recentemente, a 3.ª Vara Federal de Volta Redonda condenou a CSN a ressarcir prejuízos causados ao ecossistema da região de Volta Redonda, mas a empresa recorreu da decisão. O atual caso será julgado pela 4.ª Vara Federal da cidade. Por meio de sua assessoria, a CSN informou que não comentaria a denúncia por desconhecer o teor do documento.

Agencia Estado,

29 de agosto de 2006 | 19h43

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