Cuba adverte sobre a perda da diversidade biológica na ilha

Diversos problemas aparecem diagnosticados na Estratégia Ambiental Nacional para o período 2007-2010

Efe,

03 de agosto de 2007 | 19h34

As autoridades cubanas advertem para a perdade diversidade biológica em seu território como um dos principais problemas ambientais do país, informa a imprensa oficial.      O diário Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, assinala que as causas para a perda de espécies de flora e fauna vão desde a destruição do hábitat e ecossistemas ao comércio ilícito de espécies ameaçadas, embora não detalhe, em números, o impacto de cada fator.   Além disso, cita elementos como a introdução de espécies exóticas que prejudicam as autóctones e a insuficiência de mecanismos de regulação e de controle para evitar e punir a caça e pesca clandestinas.    Todos estes problemas aparecem diagnosticados na Estratégia Ambiental Nacional para o período 2007-2010 do Ministério de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente (Citma), no qual também se mencionam outros fatores que influem na perda de biodiversidade.   Entre eles, a degradação e contaminação dos solos e a exploração excessiva de recursos pesqueiros e florestais.   O trabalho assinala, ainda, que "o processo de avaliação de impacto ambiental e as decisões sobre planejamento territorial derivadas do mesmo nem sempre consideraram, em sua justa medida, os valores intrínsecos e de uso da diversidade biológica".      No relatório, o Citma aponta outros problemas ambientais, como a contaminação pela concentração de instalações industriais em áreasurbanas, contaminando os fluxos de água, trazendo investimento insuficiente neste terreno e a falta de práticas de "produção mais limpa".      Também aponta problemas relacionados com a degradação dos solos, derivados da falta de rotação de campos dedicados ao cultivo de cana-de-açúcar, o mal uso das técnicas agrícolas e as medidasinsuficientes de proteção da fertilidade.      Segundo o Citma, os processos de erosão afetam 2,5 milhões de hectares no país, e assinala que cerca de 3,4 milhões de hectares têm altos níveis de acidez e há mais de um milhão com alto grau desalinidade.      Estes problemas, junto a outros fatores, afetam cerca de 60% da superfície do país, que é de 110.922 quilômetros quadrados.

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