Capitais tem atos contra e pró-Dilma no 1º de maio

Em Curitiba, artistas e lideranças usaram um caminhão de som para defender o governo de e criticar o documento 'Ponte para o Futuro'

O Estado de S.Paulo

01 Maio 2016 | 19h51

CURITIBA – Pouco mais de 300 pessoas participaram de um ato pelo dia do Trabalho, na Praça Rui Barbosa, na área central de Curitiba. A manifestação, promovida pela Frente Popular, reuniu poucos políticos e lideranças sindicais, mas houve uma grande concentração de artistas e lideranças que usaram um caminhão de som para defender o governo de Dilma Rousseff e criticaram o documento “Ponte para o Futuro”, divulgado por correligionários do vice-presidente Michel Temer.

Segundo o deputado federal Tadeu Veneri, do PT, o partido precisa voltar às ruas e recuperar o espaço perdido para políticos que tentam apenas “o golpe na Presidência”. “Temos que mostrar que as conquistas que tivemos desde os anos 70, 80, aconteceram porque lutamos, agora, esse espaço está sendo ocupado por quem está apenas interessado no poder e reduzir as conquistas sociais”, disse.

Pelo Brasil. Em Belo Horizonte, grupos pró e contra Dilma se reúniram neste 1º de Maio.  O ato organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), no entanto, foi o que reuniu mais pessoas. Em Recife, cerca de mil pessoas se concentraram no Marco Zero em apoio à presidente. O deputado Silvio Costa (PT do B) e o senador Humberto Costa (PT) estiveram presentes. 

A CUT e a Frente do Povo sem Medo reuniram cerca de 15 mil pessoas, segundo os organizadores, em uma passeata em Fortaleza. Vestidos de vermelho, os manifestantes portavam faixas e cartazes pro-Dilma. O líder do governo na Câmara, José Guimarães, e a ex-prefeita de Fortaleza, Luiziane Lins, ambos do PT, acompanharam o ato.

Em Porto Alegre, o ato ocorreu no Parque Farroupilha, tradicional ponto de encontro dos porto alegrenses nas tardes de domingo. Não há estimativa de público. Deputados federais que votaram contra o impeachment discursaram em defesa da presidente Dilma Rousseff. Sobram críticas ao vice-presidente Michel Temer. "O governo que o Temer quer construir é o que oprime os que pensam diferente", afirmou a deputada estadual Manuela D'Ávila (PC do B).

A comemoração promovida pela CUT e outras entidades sindicais na Lapa, região central do Rio, transformou-se em um ato de apoio à presidente Dilma  e contra o presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o vice-presidente Michel Temer (PMDB). Líderes sindicais e políticos cariocas discursaram, e a maioria encerrou sua fala repetindo que “não vai ter golpe”. Outros entoaram “Fora Cunha”. Não foi divulgada estimativa de público, mas às 19 horas não havia mais de 200 pessoas no local.

O deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) afirmou que "eles buscam implementar um programa (de governo) que não foi submetido ao voto", referindo-se à oposição.

Após uma sequência de discursos começaram os shows musicais, com os sambistas Monarco, Nelson Sargento, Noca da Portela e outros, ao lado da banda Tempero Carioca.

Os artistas também se manifestaram a favor da presidente. Aos 91 anos, Nelson Sargento, presidente de honra da escola de samba Mangueira, iniciou seu show afirmando que "é preciso arranjar uma espada para combater o golpe". A atriz Bete Mendes, ativista política que durante a ditadura militar (1964-1985) foi torturada pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, defendeu o governo: "Nós temos que reagir e lutar".

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