CURTAS-Índios e mulheres vão às ruas em dia de protesto na Rio+20

Índios com arco e flecha e milhares de mulheres pararam ruas do centro do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, em um dia de marchas na cidade para protestar contra o Código Florestal, o impacto ambiental de grandes obras, entre outras causas, e em defesa dos direitos femininos.

REUTERS

18 de junho de 2012 | 18h45

Distante das negociações que ocorrem no Riocentro em busca de um acordo para a Rio+20, os manifestantes da Cúpula dos Povos ocuparam as ruas e complicaram o trânsito em importantes vias.

A "Marcha das Mulheres", em defesa dos direitos iguais entre os gêneros, a legalização do aborto e contra o capitalismo, foi o maior dos movimentos do dia, com cerca de 5 mil participantes, segundo autoridades municipais.

No início da tarde, indígenas empunhando flechas, algumas apontados na direção de motoristas, e entoando cantos tradicionais rumaram para a sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), questionando o impacto em suas comunidades de projetos financiados pela instituição.

Também houve um protesto menor contra a legislação ambiental brasileira.

O NÚMERO É...

Depois de algumas desistências de última hora, foi fechado o número: serão 94 chefes de Estado e governo que estarão no Rio de Janeiro para a cúpula de alto nível da Rio+20, entre os dias 20 e 22.

A presidente Dilma Rousseff, anfitriã do evento, anunciou o número em seu programa semanal de rádio, veiculado nesta segunda-feira. Segundo ela, serão 190 países representados na conferência da ONU.

SÓ CANA

Dilma disse também que todas as vans que transportam as delegações estrangeiras no evento são abastecidas com etanol de segunda geração desenvolvido pela Petrobras, feito com bagaço de cana-de-açúcar, uma parte da cana que seria queimada ou jogada fora.

Esse tipo de combustível deverá chegar aos postos em até três anos, segundo Dilma.

FREEZER

O calor do Rio de Janeiro não se repete nos pavilhões do Riocentro, onde é realizada a conferência. A baixa temperatura por causa do ar-condicionado é uma das reclamações de participantes, que desfilam jaquetas e até cachecóis pelas reuniões.

(Por Hugo Bachega, com reportagem de Reuters TV)

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