D. Odilo 'riu muito' ao saber que era favorito

Sorridente e bem humorado, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, disse que "riu muito" ao saber que seu nome foi citado por toda a imprensa como um dos favoritos para ser o sucessor de Bento XVI.

FERNANDA BASSETTE, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2013 | 02h03

D. Odilo chegou ao Brasil na manhã de ontem - depois de quase um mês em Roma para participar do conclave que elegeu o novo papa - e afirmou que, nesse período, ficou completamente desvinculado da imprensa e da opinião pública e, por isso, "não sentiu o peso" de estar entre os favoritos. "Tinha um conclave que se fazia fora da Capela Sistina, e não foi esse o conclave que elegeu o papa", afirmou.

D. Odilo disse que o segredo do que acontece durante conclave existe para preservar as pessoas que dele participam. Ele disse que não podia dar nenhum tipo de detalhe sobre a votação, nem mesmo dizer se chegou a receber algum voto.

Papa Francisco. Segundo o cardeal, a escolha do cardeal argentino Jorge Bergoglio como novo papa foi uma surpresa para muitos. "E as surpresas continuam. Ele (o papa Francisco) está mostrando um jeito diferente, um jeito próprio, indicando linhas de como será seu papado que podem ser lidas nas entrelinhas. Desde a escolha do seu nome, até nos seus primeiros gestos, nas suas palavras. Estou muito feliz com a escolha do papa Francisco", afirmou.

D. Odilo disse que as primeiras votações do conclave tiveram votos naturalmente dispersos, mas considerou que o nome do papa foi escolhido dentro de um bom tempo (no 5.º escrutínio, no segundo dia do conclave). "Cremos no Espírito Santo para nos ajudar na escolha e Ele não manda SMS, mensagem no Twitter, ou e-mail para dizer em quem Ele quer que nós votemos. Mas votamos com plena consciência", disse o cardeal.

Sobre a vinda do papa Francisco ao País para participar da Jornada Mundial da Juventude, d. Odilo disse que o convidou pessoalmente a também visitar a cidade de São Paulo, além de Aparecida (SP), mas ainda não recebeu resposta oficial.

"Não houve manifestação oficial da Igreja, mas certamente logo haverá. Isso deve acontecer no próximo domingo (amanhã), quando celebramos o Dia Mundial da Juventude. É possível que o papa aproveite essa data para anunciar", disse. Segundo d. Odilo, o maior desafio da Igreja agora é a nova evangelização.

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