D. Sérgio da Rocha é nomeado arcebispo de Brasília

O papa Bento XVI nomeou hoje d. Sérgio da Rocha novo arcebispo de Brasília. Ele substitui d. João Braz de Aviz, que foi transferido em fevereiro para Roma como prefeito da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.

JOSÉ MARIA MAYRINK, Agência Estado

15 Junho 2011 | 10h23

Arcebispo de Teresina (PI) desde 2008, d. Sérgio, de 51 anos, é paulista nascido na cidade de Dobrada, na região de Araraquara. Nomeado bispo em 2001, foi auxiliar de Fortaleza, antes de ser transferido para o Piauí, em 2007, como arcebispo coadjutor e assumir o governo da arquidiocese no ano seguinte.

A escolha de d. Sérgio da Rocha já era esperada. Ele era apontado como favorito na Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida, um mês atrás. Apesar de a indicação de novos bispos, feita sempre pelo papa, ser um segredo pontifício guardado a sete chaves, comentava-se que o nome de d. Sérgio encabeçava a lista tríplice enviada ao Vaticano pelo núncio apostólico no Brasil.

Ao ser confirmada sua transferência para Brasília, o arcebispo reuniu-se, esta manhã, com o vigário geral da Arquidiocese de Teresina, em sua residência, para tratar da mudança. A posse no novo cargo se dará dentro de algumas semanas, em data a ser anunciada.

Apesar de ter apenas dez anos de episcopado, d. Sérgio da Rocha teve até agora participação ativa em vários setores. Foi membro da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB, membro da Comissão Episcopal do Mutirão de Superação da Miséria e da Fome, secretário da Pastoral Vocacional do Regional Nordeste 1 da CNBB, presidente desse mesmo regional e presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). Na assembleia de Aparecida, em maio, foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da CNBB.

Segundo bispos e assessores que o conhecem de perto, d. Sérgio é homem de hábitos simples, aberto ao diálogo e sempre capaz de ouvir os subordinados. Essas qualidades, observam, deverão facilitar suas relações com o governo, em Brasília. É provável que, conforme for seu desempenho no novo cargo, o arcebispo venha a ser nomeado cardeal.

Um de seus predecessores, d. José Freire Falcão, atualmente aposentado, também ex-arcebispo de Teresina, foi elevado a cardeal após ser transferido para Brasília. D. João Braz de Aviz, o último a ocupar o cargo, também será com certeza cardeal, por ocupar uma das congregações da Cúria Romana.

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