Dado como morto, homem é achado vivo em necrotério da BA

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) abriu sindicância interna para apurar a atuação da equipe médica que atendeu, na noite deste domingo, 24, o paciente Walter Lúcio de Oliveira Gonçalves, de 54 anos, no Hospital Menandro de Farias, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador.

TIAGO DÉCIMO, Estadão Conteúdo

25 de agosto de 2014 | 16h58

Gonçalves, portador de câncer, chegou à unidade com dificuldades respiratórias e, poucas horas depois, sofreu três paradas cardíacas. De acordo com a unidade, o paciente não respondeu às tentativas de reanimação, foi declarado morto às 23 horas e levado, dentro de um saco plástico, para o necrotério.

Duas horas depois, porém, um irmão de Gonçalves, Waltério, notou que havia movimento no material que envolvia seu corpo e avisou os médicos, que levaram o paciente de volta para a Unidade de Terapia Intensiva da unidade.

A família do paciente, que acompanhou o atendimento, defende a equipe médica do hospital e atribui a "ressuscitação" de Gonçalves a um milagre de Irmã Dulce. O próprio paciente, que está consciente e lúcido, afirmou que a beata baiana foi quem intercedeu por sua vida. Sem poder falar, por causa de uma traqueostomia, Gonçalves escreveu um bilhete, no qual conta que viu sua mãe (já morta) e que ela lhe pediu para rezar por Irmã Dulce.

"Eu vi minha mãe dizendo: ''filho, se apegue a ela e será salvo''", diz um trecho do texto. "Vi a morte nos meus pés, mas minha fé foi tão grande que me curei. A toda esta equipe (médica) e a minha Irmã Dulce, por tudo e por todos, obrigado."

Gonçalves foi transferido, na tarde desta segunda-feira, 25, para o centro de oncologia do Hospital Santo Antonio, administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), em Salvador. De acordo com a família, o valor gasto com a compra do caixão (R$ 1,9 mil) será doado para a Osid.

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