Dados do Inep não bastam, diz Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse ontem no Rio de Janeiro que "precisa um estudo mais aprofundado para analisar" o aumento da taxa de reprovação no ensino médio em 2011. O índice, no entanto, é calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do próprio Ministério da Educação. A média nacional de reprovação - que ficou em 13,1% em 2011 - é a mais alta desde 1999, primeiro ano disponível para consulta no portal do Inep.

MARCELO GOMES /RIO , O Estado de S.Paulo

17 Maio 2012 | 07h48

"Oscilações de um ano para outro sempre acontecem. Para avaliar o ensino, a taxa de reprovação é um dos indicadores de fluxo. O outro é a qualidade do aprendizado. Como o ensino médio é predominantemente estadual e nós tivemos mudanças de governo em muitos Estados no ano passado, novos secretários de Educação, novas atitudes, novos procedimentos, talvez tenha aí alguma explicação. Mas eu não quero me adiantar antes de um estudo mais aprofundado", disse Mercadante, após participar do 24.º Fórum Nacional na sede do BNDES.

O ministro adiantou alguns pontos do programa "Alfabetização na Idade Certa", que deverá ser lançado em junho pelo governo. Será criado um exame nacional para estudantes de 7 e 8 anos, de todas as escolas públicas do País, para avaliar o seu desempenho em leitura e redação e matemática. A avaliação será nos moldes da Provinha Brasil, atualmente aplicada para crianças no segundo ano da rede pública.

Em sua apresentação, Mercadante apresentou dados do Censo Demográfico do MEC de 2010 que mostram que a taxa de crianças com 8 anos não alfabetizadas nos Estados do Norte e Nordeste é bem superior à média nacional, de 15,2%. "Há Estados em que uma em cada três crianças não aprende a ler e escrever na escola até 8 anos. Isso não pode continuar. "

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