Daiane: carreira de vitórias e muitos dramas

Primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro em Mundiais, a atleta vem lutando contra contusões

Amanda Romanelli e Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2009 | 00h00

A carreira de Daiane dos Santos sempre foi tão pródiga de momentos de vitória quanto de situações dramáticas, mas nenhuma tão séria quanto a da divugação do resultado positivo de seu último exame antidoping. A atleta estava longe das competições desde a Olimpíada de Pequim, em 2008, quando obteve uma sexta colocação na final do solo. Na ocasião, sentiu dores no joelho direito e em outubro do mesmo ano foi submetida a uma artroscopia para facilitar a movimentação, e uma osteotomia femural, para a correção do alinhamento ósseo.

Em maio deste ano, a ginasta voltou para a mesa de cirurgia, desta vez para retirar uma placa de titânio de seu joelho. Antes do anúncio do caso de doping a atleta estava reiniciando os treinamentos, sonhando em talvez disputar a Olimpíada de Londres. Agora, provavelmente, só poderá voltar a competir dentro de dois anos, tempo de punição "padrão" em casos de doping por diuréticos.

Esse é só mais um capítulo dos calvários enfrentados pela ilustre gaúcha. Em 2003, Daiane havia conquistado a primeira medalha de ouro da história da ginástica artística brasileira em Campeonatos Mundiais, na final solo da edição de Anahaeim, nos Estados Unidos. Em sua apresentação, executou o duplo twist carpado, movimento inédito que viria a receber seu nome, "Dos Santos", da Federação Internacional de Ginástica (FIG). Pelo desempenho, figurava como uma das principais esperanças de medalha de ouro na Olimpíada de Atenas, em 2004.

Três meses antes da competição, no entanto, Daiane sofreu contusão no joelho direito e passou por cirurgia. A recuperação foi acompanhada com apreensão pelos fãs, que temiam que a ginasta não fosse capaz de competir na Grécia. A atleta, contudo, conseguiu se apresentar, mas, talvez pela preparação tumultuada ou por nervosismo, não repetiu o desempenho do Mundial. Pisou fora do tablado e acabou apenas em quinto lugar. A ginasta ainda contrariaria as previsões e disputaria os Jogos de Pequim, em que repetiu o erro e, mais uma vez, voltou sem medalha.

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