Daniel Alves sai em defesa da seleção e rebate críticas 'babacas'

Daniel Alves fez neste sábado uma defesa contundente da seleção brasileira diante das críticas recebidas pelo time por ainda não ter conseguido uma grande exibição na Copa do Mundo, e afirmou que os jogadores decidiram ser mais duros diante de avaliações sobre o time que ele considerou "barbaridades" e "babacas".

PEDRO FONSECA, REUTERS

21 de junho de 2014 | 14h34

"São tantas barbaridades que a gente escuta, tantas coisas negativas, que a gente não pode ficar rindo disso. A gente não está aqui de brincadeira", disse o lateral-direito em entrevista coletiva no centro de treinamento da Granja Comary, em Teresópolis (RJ), antes do treino da equipe.

"As pessoas normalmente são muito pessimistas e têm um negativismo tremendo, mas a gente tem que seguir fiel em defesa do nosso trabalho, que acho que é muito bem feito", acrescentou.

A reação de Daniel Alves às críticas recebidas pela seleção brasileira após o empate de 0 x 0 com o México, na terça-feira, reforça a mudança de ambiente dentro do grupo. Apontado como franco favorito antes do Mundial, o time agora se vê questionado por ainda não ter brilhado na Copa do Mundo.

O próprio jogador baiano foi protagonista de uma entrevista coletiva descontraída antes da estreia da seleção no Mundial, inclusive com direito a música e piada. [ID:nL2N0OQ1BJ]

Daniel Alves, remanescente da Copa do Mundo de 2010 e um dos líderes do atual grupo, ficou especialmente incomodado com as cobranças feitas por ex-jogadores que atualmente trabalham na imprensa.

Perguntado sobre as críticas feitas pelo ex-atacante inglês Alan Shearer ao centroavante brasileiro Fred esta semana, o lateral disparou: "Esses são os comentários mais babacas que alguém pode fazer".

"Alguém que jogou futebol, que sabe a dificuldade que é ser jogador de futebol, a dificuldade de enfrentar adversários, competir, fazer gols, é uma pena para o futebol e uma falta de respeito com os companheiros de futebol. É digno de pena", disse.

A maior parte dos questionamentos feitos ao time do técnico Luiz Felipe Scolari tem como base a incapacidade da equipe de repetir as atuações apresentadas na Copa das Confederações do ano passado, quando o Brasil conquistou o título com uma vitória por 3 x 0 sobre a Espanha na final no Maracanã.

Segundo Daniel Alves, a seleção brasileira não considera que está devendo pelo que apresentou no empate sem gols com o México e na vitória de 3 x 1 sobre a Croácia, em que só conseguiu a virada graças a um pênalti polêmico marcado sobre Fred.

O problema, para ele, é que a torcida colocou uma expectativa muito grande sobre o time para o Mundial e tem uma reação emocional quando os resultados não saem como esperado.

"A gente não é a seleção da Copa das Confederações e nem devemos ser, estamos jogando um Mundial e essa competição é muito mais exigente, e nosso objetivo também é bem maior", afirmou.

"A gente não pode ir muito como vai o torcedor. O torcedor quer que a seleção ganhe, faça cinco, dez gols, esse é o ímpeto do torcedor. Então, quando não se consegue, a leitura deles é totalmente diferente da nossa porque eles agem com a emoção e a gente age com um pouco mais de critério", disse.

"A gente não pensa que está devendo, a gente pensa que nosso povo criou uma expectativa muito grande na nossa seleção e evidente que a gente está trabalhando para dar essa resposta a essas expectativas."

(Edição de Eduardo Simões)

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